 |
| Arquivo do Google | |
Acabo falando sobre isto. De novo...
Mas, ouvi uma espécie de censura, discreta, através de uma amiga que estava preocupada com o assunto.
Nós, a amiga e eu, estamos sempre procurando ajudar alguém, através dos nossos blogs, flickrs e outras redes sociais. Já deu para perceber que tem gente que não nos aprova e outras que ignoram nossas campanhas, não porque não querem ou não podem colaborar, mas porque acham que o assunto diz respeito ao poder público. Eu também acho, com certeza.
Impostos e taxas altíssimos, porcentagens pré-direcionadas para alguns serviços sociais, verbas destinadas à saúde, educação, moradia e não sei mais o quê... Entretanto, tem gente morando debaixo de ponte, morrendo de fome e frio, sem agasalho, sem teto, sem nada, e os que passam olham pro outro lado para não ver.
Não sou de generalizar, mas gostaria de poder pesquisar quantos, diariamente, fazem alguma coisa para ajudar um morador de rua, um idoso esquecido em asilo, uma criança sem escola. Não sou melhor que ninguém, mas fui educada para colaborar. A casa da minha avó recebia diariamente várias pessoas que necessitavam ajuda e nunca a vi perguntar quem era, filho de quem, quantos anos tinha, por que não estava trabalhando e outras "cositas más". Se tinha comida, ela enchia um prato e pronto; não sobrava, ela fazia um sanduiche - que em casa sempre havia uma lata com carne na gordura, coisa de mineiros; quando não havia nada, ela -sempre laboriosa, nunca a vi sem um trabalhinho em mãos- dedicava alguns minutos do tempo para trocar uma meia duzia de palavras de apoio. Ninguém saia da nossa casa sem levar alguma coisa, nem que fosse o sorriso carinhoso da minha avó. Cresci, envelheci, mas nunca me esqueci das suas lições de cuidados com o próximo, não me preocupando com cor, religião, sexo, partido político, aliás, coisas que não me incomodam e se me incomodassem eu jamais falaria sobre isto. Afasto da minha vida tudo que não me faz bem.
Deste modo, embora hoje em dia as coisas sejam mais difíceis, em razão da insegurança e da violência, sempre presentes, ninguém sai da minha porta sem um "carinho" que pode ser material e/ou espiritual. Não sei dizer não, pura e simplesmente.
Reconheço que há casos e casos, que há pessoas que necessitam e pessoas que se aproveitam, mas sei também que a mim não cabe julgar. Quem finge estar necessitado para ganhar alguma coisa, vai se entender um dia diretamente com o Grande Juiz: Deus! Jamais pensei em tomar o Seu lugar.
Que os órgãos públicos são os responsáveis por amparar os necessitados, isto também eu sei, não ralei tantos anos na escola, na faculdade, apenas para comer merenda... estudei muito, li muito, aprendi demais. E adquiri experiência, um ampla visão do mundo. Sei de entidades que "devem" prover o sustento, a saúde, a educação, de quem não tem meios próprios e não o fazem. Convivi com gente que recebia para um fim e utilizava em outro. Com gente que ganhava 20, 30, 40 vezes mais que um assalariado e gastava tudo em luxo, aparência, sem se preocupar com os "sem tudo": teto, roupas, família, remédios... Como já disse, a mim não cabe julgar.
Procuro fazer a minha parte, colaborando com quem posso e da maneira que posso. Meus canais: blog, flickr, face, twitter, estão abertos aos pedidos de colaboração. Quando não posso colaborar, divulgo, faço campanhas, sorteios, brincadeiras, que atraiam mais pessoas para colaborar. Sinto-me feliz. Sou feliz assim.
E continuarei colaborando, porque apesar de tudo, acredito que mineiro é solidário, não só no câncer.
Aguardo vocês nas nossas campanhas. Bjks. Neli Alves